Dia Mundial do Consumidor: o que temos para comemorar?

 

Foto CDC

Instrumento para proteção do consumidor – Foto: Arquivo

 

Em 1962, o discurso do então presidente norte-americano John Kennedy que marcou o dia 15 de março como uma data pelos direitos do consumidor dizia: “Os consumidores, por definição, incluem todos nós. Eles são o maior grupo na economia, afetando e sendo afetados por quase todas as decisões econômicas públicas e privadas. Dois terços de todos os gastos na economia são feitos pelos consumidores. Mas eles são o único grupo importante na economia que não é efetivamente organizado, cujas opiniões muitas vezes não são ouvidas. O governo federal – por natureza, o maior porta-voz para todas as pessoas – tem uma obrigação especial de estar alerta para as necessidades do consumidor e para promover os seus interesses.” O Dia Mundial do Consumidor foi oficializado 21 anos depois, em 1983. Em 1985, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou Diretrizes que contemplavam a proteção dos consumidores.

52 anos depois, os consumidores ainda não se deram conta de que formam o maior grupo econômico existente. Apesar da multiplicação das formas de participação e do incentivo à reivindicação de seus direitos nas relações de consumo, ainda temos inércia por um lado e desrespeito por outro. Pessoas que desconhecem seus direitos e são enganadas por fornecedores com relação aos produtos e serviços que adquirem. Mas a força do maior grupo da economia só existe com organização, informação e disposição para reivindicar seus direitos.

Os direitos do consumidor à segurança, à informação, à escolha e a ser ouvido foram mencionados no discurso e incentivaram um debate mundial. Nos dias de hoje, estamos seguros com os produtos disponíveis para consumo? Temos informação clara e precisa sobre aquilo que consumimos? Agimos com consciência diante das escolhas disponíveis? Temos opções suficientes à disposição? As empresas possuem canais de atendimento que realmente ouvem os consumidores e buscam resolver suas questões com rapidez e justiça? Muitas questões que ainda precisam ser repensadas por governos, fornecedores e consumidores.